miscelânia

Monday, March 20, 2006

Infância

Hoje vou escrever sobre minha infância, que por sinal foi maravilhosa, as minhas primeiras recordações lembro-me que tinha apenas três anos, sei que muitos vão dizer que é impossível alguém lembrar da infância com essa idade, mas esse é meu caso.
As primeiras imagens que tenho em minha memória são de quando minha mãe foi visitar meus avós na Paraíba. Tinha eu dois anos meus pais resolveram vir morar em São Paulo, mas eu nasci em João Pessoa na Paraíba.
Aos três anos voltei pra minha terra lembro-me nitidamente da viagem, tudo muito mágico pra mim que era tão criança, são quarenta e oito horas dentro de um ônibus praticamente três dias.
Adorei a viagem, pois era só alegria comia lanches, não tinha horário pra dormir uma maravilha.
Passadas as quarenta e oito horas chegamos em João Pessoa, eu estava radiante por que tudo era novidade, pegamos um táxi na rodoviária, em pouco tempo chegamos na casa do meu avô.
Lembro-me até hoje de tudo com clareza, era mais ou menos dez horas da noite, minha mãe quis fazer surpresa e não avisou que iríamos.
Chegamos meu avô e minha avó estavam sentando no alpendre numas cadeiras de balanço comum no nordeste, lá todo mundo tem uma.
Tal foi à alegria deles quando nos viram, minha mãe não agüentou e chorou muito então todos choramos até eu que era criança e não sabia ao certo o que estava acontecendo chorei também.
Nas minhas lembranças vejo tudo como si fosse hoje, posso sentir a temperatura daquela noite, era uma típica noite de verão paraibano, muito calor, e como uma viagem no tempo ao escrever vivo tudo novamente.
Ficamos lá por um tempo, incrível estava de volta há um lugar onde havia nascido, mas não conhecia.
Meu avô era meu herói sou a primeira neta dele, ele fazia tudo pra me agradar, me chamava de nildinha era seu xodó, que saudades.
A casa do meu avô era simples como ele, mas cheia de amor, e naquele momento era tudo pra mim, pensei no alto dos meus três anos não quero sair mais daqui.
Voltamos para São Paulo acho que dois meses depois, e dois anos mais tarde meu pai decidiu voltar pra Paraíba para morar, parece mentira, mas eu não me lembro de nada desses dois anos que passei em São Paulo.
Chegamos desta vez em Campina Grande cidade que fica na serra da Borborema também na Paraíba.
Como da primeira vez foi aquela alegria, agora eu já estava maior e pude aproveitar mais o momento, meus pais tinham uma casa nessa cidade que a minha tia morava então ficamos morando com eles.
Logo meu pai trocou a casa por um pequeno sítio, minha maior alegria, pois meus avós foram morar conosco.
De manhã meu avô ia comprar o pão, quando fecho os olhos posso ver ele na minha lembrança subindo uma pequena ladeira e sumindo no horizonte, minha mãe ficava fazendo o café, o cheiro tomava conta da casa.
Pouco minutos depois chegava meu avô com broas e sodas (sodas são uma espécie de pão doce típico da região) e pães, sinto até hoje o sabor daqueles cafés.
À tarde meu avô ficava sentando num banco que ele mesmo havia feito, olhando eu e minha irmã brincar com as flores de um pequeno jardim que tinha na frente de casa, há tarde ficava cheio de borboletas que eram nosso divertimento de uma infância humilde, mas feliz.
No ano seguinte já estava em idade escolar, foi então que aconteceu mais uma novidade na minha vida, tive que começar a estudar, a manhã ficava mais curta, pois meio dia meu avô e às vezes minha avó levava eu e minha irmã na escola que não ficava perto, era uma caminhada de meia hora, mas era uma aventura ir com meu avô pra escola; ele como típico nordestino sempre tinha sua faca na cintura e ia abrindo caminho na frente.
Eu e minha irmã íamos atrás curtindo a paisagem e brincando com as borboletas e os pequenos insetos que encontrávamos no caminho, como disse uma verdadeira aventura.
E assim foi meu primeiro ano na escola no pré-primário lindo, a escola era incrível pra mim, mas isso é historia para outro texto.
Minha infância no ano que morei na Paraíba foi incrível, lembro-me com alegria dessa época da minha vida.
Mas meu pai resolveu voltar para São Paulo e tudo mudou novamente na minha vida, acontecimentos que outro dia eu conto, como sempre para fechar este texto vou deixar uma música que marcou minha infância.

superfantástico

A Turma Do Balão Mágico
Composição: Ignacio Ballesteros/Difelisatti/Edgard Poças

Superfantástico amigo!
Que bom estar contigo
No nosso balão!

Vamos voar novamente
Cantar alegremente
Mais uma canção

Tantas crianças já sabem
Que todas elas cabem
No nosso balão

Até quem tem mais idade
Mas tem felicidade
No seu coração

Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Superfantástico!
No Balão Mágico,
O mundo fica bem mais divertido!

Sou feliz por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!

Superfantásticamente!
As músicas são asas da imaginação
É como a flor e a semente
Cantar que faz a gente
Viver a emoção

Vamos fazer a cidade
Virar felicidade
Com a nossa canção
Vamos fazer essa gente
Voar alegremente
No nosso balão!

Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Superfantástico!
No Balão Mágico!
O mundo fica bem mais divertido!!(bis)

Wednesday, March 01, 2006

Nordeste

Porque? Eu me pergunto o povo nordestino sofre tanto com a seca, anos e anos de sofrimento sem uma solução.
Será que isso favorece alguém? Ou por que como dizia Euclides da Cunha “o nordestino e antes de tudo um forte” e por isso tem agüentado calado por tanto tempo essa situação insustentável.
Isso já poderia ter mudado há muito tempo, mas ninguém que está no poder quer que isso mude, pois a seca já elegeu muita gente no nordeste, muitos se lucram com a dor do povo pobre e humilde que por muito pouco se deixa levar.
Talvez por ser um povo de coração grande, como também é grande seu sofrimento, vem se conformando com essa vida de seca.
Só mesmo quem conhece o Nordeste sabe dizer como ele é lindo e como seu povo é amável com o coração puro, sempre está disposto a ajudar, até quando não conhece, e mesmo sem ter como ajudar.
Já morei em outras regiões do Brasil como o sul, não tenho nada a reclamar de lá pelo contrário é um lugar muito lindo e com pessoas maravilhosas, mas como o povo nordestino não tem igual nem com palavras eu consigo descreve-los.
Muitos dizem que “deus” é brasileiro, mas certamente ele não é nordestino.
O Nordeste tem muitas coisas boas e um potencial que somente é explorando no sentido de exploração mesmo, para beneficiar a poucos.
Todos os brasileiros precisam se unir para acabar com essa seca sem fim, que castiga nossos irmãos nordestinos, isso tem que ter uma solução, o que puderem fazer para mudar esse quadro façam, seja como for escrevendo um protesto, ou até mesmo visitando, esse jeito é o melhor pois além de ajudar a economia do lugar, também estará si auto beneficiando, por que vale a pena em qualquer época do ano visitar qualquer estado da região, tenho certeza que não vão se arrepender, vamos por a boca no trombone e acabar de uma vez por todas com essa seca de castiga o nordeste, sabemos que se nossos governantes quiserem eles podem.
Para terminar deixo o hino do Nordeste, asa branca do grande orgulho nordestino, Luis Gonzaga com parceria de Humberto Teixeira.


Asa Branca

(Luis Gonzaga e Humberto teixeira)

Quando olhei a terra ardendo qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu por que tamanha judiação (2x)
Que braseiro, que fornalha, nenhum pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado, morreu de sede meu alazão (2x)

Inté mesmo a Asa Branca bateu asas do sertão
Entonce eu disse: adeus Rosinha, guarda contigo meu coração (2x)
Hoje longe muitas léguas nessa triste solidão
Espero a chuva cair de novo pra eu voltar pro meu sertão (2x)
Quando o verde dos teus olhos se espaiá na plantação
Eu te asseguro, não chores não, viu
Que eu voltarei, viu, meu coração (2x)